sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Tag Cinematográfica: Desafio dos 30 filmes (# 12)

Desafio dos 30 filmes - Dia 12: Um filme preto e branco

Não é um costume assistir filmes preto e branco. Na realidade, quase nunca. Comento sobre os dois primeiros filmes que vieram à mente assim que li a tag número 12.

O primeiro filme que veio à minha mente não foi o que de fato é o meu favorito. "A vida em preto e branco" é um filme de 1998 nos tempos de auge de Tobey Maguire que por agora, te estado um tanto sumido. Nesta época, sua carinha era corriqueira em filmes de drama e até os pipoca, como o primeiro Homem Aranha. 



O longa conta com personagens centrais gêmeos,  Jennifer e David (Reese Witherspoon e Maguire) que são opostos: enquanto Jennifer se preocupa com a popularidade, David tem poucos amigos e é tímido para aproximar da garota dos seus sonhos. Nas cenas iniciais, David está assistindo à tv e Jennifer quer assistir MTV com seu namorado. O garoto é especialista numa série chamada Pleaseantville, uma série que se passa em 1950. Na briga pelo controle remoto, a tv passa a não ser ligada manualmente e um estranho técnico aparece para o conserto e dá à eles um controle que os transporta para o seriado e eles devem ser dois dos principais personagens do seriado.
A cidade é um lugar idealizado, onde as pessoas são educadas, não tem intrigas nem situações polêmicas. A chegada dos irmãos muitas mudanças na cidade são drásticas, começando por uma rosa vermelha, a única cor no seriado só em preto e branco. A metáfora entendida é que alguns personagens saem da rotina recatada e começam a ficar em cores quando mudam. Essas questões não são bem aceitas pela maioria mais moralista.

Obviamente esse não é um filme totalmente preto e branco. Além disso, a cor é importante na história, não só como estético e direção de arte, mas sim, um contexto narrativo simbólico.

Meu filme favorito, em preto e branco, que é apenas um artefato estético é "A Lista de Schindler"



A Lista de Schindler (no original, Schindler's List) é de 1993 cuja trama envolve Oskar Schindler, um empresário alemão que salvou a vida de mais de mil judeus durante o Holocausto ao empregá-los em sua fábrica. O filme foi dirigido por Steven Spielberg e é baseado no romance Schindler's Ark escrito por Thomas Keneally. Liam Neeson faz o papel de Schindler, Ben Kingsley como o contador judeu de Schindler, Itzhak Stern e Ralph Fiennes como o oficial da SS Amon Göth - um dos antagonistas dramáticos mais bem feitos que já pude conferir.
O filme foi um sucesso de bilheteria e rendeu sete Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor, como também muitos outros prêmios. Em 2007, o American Film Institute elegeu Schindler's List como o oitavo melhor filme americano da história.
O filme é tão profundo que simplesmente não saberia traduzir a importância do longa.
A inusitada história de Schindler, que é apenas um sujeito oportunista, sedutor, e simpático comerciante do mercado negro, mas que, acima de tudo, era um homem que se relacionava muito bem com o regime nazista, tanto que era membro do próprio Partido Nazista. No entanto, apesar dos seus defeitos, ele amava o ser humano e assim fez o impossível de salvar umas vidas, a ponto de perder a sua fortuna.  Resultado: salvou mais de mil judeus dos campos de concentração.

Fico por aqui desejando um excelente fim de semana à todos!
Abraços afáveis!

PS: Sobre a tag cinematográfica

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