sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Tag Cinematográfica: Desafio dos 30 filmes (# 10)

Desafio dos 30 filmes: Dia 10 - Um filme que tem vergonha de dizer que gosta

Esse desafio até que é mais fácil. Tenho dois e não um filme que tenho vergonha de dizer que fosto, e como as justificativas deles são meio que parecidas, e há o espaço, aqui vou com eles.

Seria pedantismo demais dizer que ninguém que gosta de cinema não tem um filminho podre na sua lista de mais vistos ou favorito.

O primeiro filme da minha lista marcou minha infância - sou de tempos em que a criançada ainda tinha pela TV, o seu passatempo favorito e não, como hoje, um celular e meia dúzia de redes sociais e jogos fazendo a tarde (ou a manhã) de uma criança da nova geração.

A minha primeira escolha, por coincidência, o filme "Elvira, a Rainha das Trevas" completa hoje, dia 30 de setembro, 28 anos. 
Lançado em 1988, Elvira - interpretada por Cassandra Peterson - vive uma moça gótica que é apresentadora de um programa de terror de baixo orçamento. Tudo muda quando ela recebe uma herança da sua tia Morgana - que também é interpretada pela Cassandra. Embora pareça que é uma grande quantia em dinheiro ou coisa parecida e de valor, ela na verdade ganha uma mansão muito velha numa cidade minúscula do estado americano de Massachusetts. 

No caso, ela aceita a herança planejando vendê-la para ir trabalhar em Las Vegas como show girl, digamos assim. O impasse se dá, como toda cidade corrutela, e ainda interior dos EUA, ao enfrentar os preconceitos dos moradores e causar espanto nos adultos da cidade de Fallwell: -pouquíssimos habitantes e uma visão bronca das coisas, não seria nada fácil para Elvira conquistar a população com esses trajes:


O segundo problema que ela enfrenta (e dele, o embate com a população conservadora da cidade acaba sendo uma aliada) é o tio de Elvira. Ele não herda nada dela e quer tomar posse de um "livro de receitas" das quais Elvira também herdou. O livro não é de culinária e sim, são poções e feitiços de bruxaria, que o tornaria poderoso. 

Tudo certo até aqui em que resumi o roteiro, correto?
Para quem não conhece o filme, espero que tenham captado que trata-se de uma comédia. E uma comédia leve, bem oitentista, bem sessão da tarde. 
Inclusive, eu assistia na tv Globo, com lá meus 5-6 anos.

Os grandes problemas vexatórios do filme:
a) um roteiro desse só poderia significar ser uma bomba;
b) com uma protagonista à moldes sensuais, como achar que o filme é de respeito se ele conta com esse tipo de cena:



Só com isso, já me faço entender.

Mesmo assim, o filme é legal, dá para tirar umas boas risadas.
E, fora do particular, Elvira é ícone cult, especialmente para fãs do Dia das Bruxas - o figurino é sempre copiado, juntamente com a Morticia da Família Addams. Quem tem corpão e uma cabelo bem preto, tem chances de sair assim no Halloween e arrasar.

O segundo filme, que comentei ser o mais recente, é "As Branquelas".
Os motivos são diferentes,  mas igualmente vexatórios.
O enredo trata-se de dois agentes da FBI, atrapalhados, que acabam pegando um caso de proteção contra o sequestro de duas socialites dondocas: Brittany e Tiffany Wilson - seguramente uma piada com Paris Hilton e figurinhas desse tipo. Acontece que ao pegarem as meninas no aeroporto e perigando perderem o emprego, os caras se deparam com um leve acidente, por causa do cachorro das meninas e as duas se machucam: uma, o lábio e a outra, o nariz. Um corte mínimo em ambas, e revoltadas, elas surtam porque estragaram os seus "belos rostinhos". Para não perder o emprego, eles prendem as meninas e se trasvestem como elas para encontrarem os outros agentes que pegaram o caso para descobrirem mais informações do sequestro para o FBI. Aí as loucuras começam:
a) eles são negros e elas, loiras;
b) no meio da organização de "entrega" das meninas, eles topam com as amigas delas que os levam nas "festas" que elas iam participar - (o que tem a vantagem pois também ajuda eles na investigação de quem seria o suposto sequestrador).



Tosco e com esteriótipos muito anti politicamente corretos, seja com relação à de brancos e ricos, seja sobre negros, a gente se sente mal por dar risada, mas a real é que é um humor, ainda que pejorativo, feito por negros e com eles encabeçando as piadas. Uma coisa é você rir e se divertir com as piadas sobre os dois lados, outra coisa é usar o discurso da não aceitação desse tipo de coisa como se isso blindasse o racismo. 

Os irmãos Wayans assinam a história e são os protagonistas. Os caras são bons em comédia e certamente esse é o melhor filme deles. 
Já disse aqui que é um ruim sob a perspectiva de cinema, arte e tudo o mais, mas admito que gosto. Uma besteira de vez em quando, não mata ninguém.

Fico no aguardo de quem quiser contar qual é o seu filme que tem vergonha de dizer que gosta, nos comentários.

Bom fim de semana a todos! E por favor, se forem votar, saibam as consequências da sua escolha: seu município, agradece!

Abraços afáveis!


► Para acompanhar as outras escolhas:  

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