terça-feira, 12 de abril de 2016

Tag Cinematográfica: Desafio dos 30 filmes (#5)

Desafio dos 30 filmes: Dia 5 - Um filme com um vilão inesquecível

Correndo novamente o risco de esquecer algum filme para essa tag, lá vamos nós em mais uma escolha. Mas, como sempre, não dentro do convencional.

Existem inúmeros vilões inesquecíveis: Scar do Rei Leão, Bruxa Má do Oeste, Malévola e outras tantas bruxas ou vilões das animações, uma infinidade de personagens de filme de terror como Freddie Krueger, Jason e afins, , os Coringas, os arqui-inimigos dos super-heróis todos...
Drácula, Lestat, Agente Smith, Megatron, Ultron, Biff Tannen, Amon Goeth - de A Lista de Schindler -, Hannibal Lecter, Alex Delarge de A Laranja Mecânica e tantos outros, são antagonistas para os leves, os bárbaros e até sádicos.

E eu vou escolher quatro, dois bem vilões, vilões e dois que possivelmente não estariam em nenhuma lista dos maiores da história do cinema. Quatro e não um só por um motivo simples: os vilões, muitas vezes, roubam as cenas.

É o caso (sim, clichê...) de Darth Vader:


Personagem de um dos filmes de ficção científica/fantasia mais interessante de todos os tempos, Vader era apenas Anakin Skywalker, um jovem aprendiz jedi que se transforma em um assassino cruel, que assassina muitos, além de seu tutor e mestre. É o responsável pela traição da Ordem Jedi passando ao lado negro da força. Chefia uma tirania contra os jedis, mesmo sendo pai do mocinho da trama, Luke Skywalker. É o vilão talvez mais popular do mundo do cinema que mesmo sendo cruel com inocentes, tem um empatia enorme por fãs da saga e meros atentos aos filmes de George Lucas.
Seus trajes, aparências, voz e - quem diria! - trilha sonora, o coloca num pedestal de maior ícone da cultura pop, sem sombra de dúvida.

Com ele, mais recentemente e pela figura que é não só em termos de história na mitologia, mas dos filmes recentes, trago Loki:


Loki é o Deus da Trapaça na mitologia nórdica e então tem algumas maldades à cargo de alguma travessura em benefício próprio. Não há dúvidas de que em muitas mitologias ele é um dos deus es mais complexos, que vez ou outra causou problemas a curto prazo com os seus pares, nas histórias contadas pelos povos nórdicos. Seu senso de estratégias para arquitetar as artimanhas ganha de 10.00 0 a 0 de qualquer vilã de novelas das 8 - não precisava nem dizer isso, rsrsrsrs...
Recentemente temos a presença de Loki nos filmes Thor e Os Vingadores, interpretado pelo achado inglês Tom Hiddleston. Suas frases invocando servidão dos povos para ajoelharem perante ele, levantam lembranças de governantes tiranos. Mas a beleza da interpretação e dissimulação que o ator executa tão bem, faz com que ele seja o oposto do que deveria: ser odiado pelos espectadores? Nada, acabou virando um personagem com uma legião de fanáticos.

Minhas outras escolhas vão ser uma mescla de vilões que tem um lado bom que anda junto com um remorso ou ódio arraigado. 
Vai ser super fácil que vocês encontrem qualquer pessoa fã de Harry Potter ou de o Senhor dos Anéis que dirão que os vilões máximos para eles será Voldemort e Sauron.
De fato, Voldemort é uma espécie de Hitler: um homem vil, de origem relativamente pobre, que nega a sua origem e prega por uma pureza racial sem fundamento sob o ponto de vista humanista. Ao contrário de Hitler que usava essa pureza como uma forma de persuasão, Voldemort é uma figura mais complexa e além: no mundo dos bruxos ele instaura essa pureza e força das famílias puras bruxas com o fim máximo da soberba e poder. Muito poderoso e inteligente, neste mundo, ele subjuga todos à seu favor e os que não são, pagam com a vida. 
Uma profecia o leva à Harry Potter - o salvador desse mundo. A ganância pelo poder term a sua derrocada pelo amor, amizade e lealdade incrustado no personagem de Harry.

Mas o meu vilão especial nem é Voldemort nesse mundo mágico. Busco uma maior complexidade e vejo aí, o professor Snape como esse alguém mais interessante. Dos 6 anos que Harry passa na escola, são 6 anos sofridos nas mãos do professor. Ao meio da trama, descobre-se o convívio com os pais de Harry - James, o pai era muito cruel com Severo, o típico bullier de escolas. Lily, a mãe, já tinha certa afeição ainda que remota, pelo futuro professor. Ao final de tudo Snape não se revela totalmente bom, mas com uma ponta de humanidade, pois, pelo amor que sentia pela mãe de Harry, o protegeu da melhor maneira que pode, sendo todo o tempo, o agente duplo entre os dois lados do mundo mágico.


É admissível, obviamente que Sauron é um grande vilão dos escritos de J. R. R. Tolkien. De fato, muito complexo. Mas depois de algum tempo de estudos, o personagem ficou bem analisável a ponto de que eu consiga definir melhor as suas complexidades. Sauron não é um vilão comum. Ele é pupilo de Melkor, uma espécie de Lúcifer na mitologia tolkieniana. Sauron se corrompe, mas, semelhantemente ao Loki, ele é trapaceiro. Ele não é nascido maldoso. Assim como Melkor, sua malícia é fruto de uma escolha, uma espécie de aptidão. E assim como Voldemort, ele corrompe o mundo em que vive em troca de ter poder e a liberdade dos seus, sob seu comando e sua vigilância constante.
Vader, Sauron, Voldemort e Loki buscam o poder, o controle de povos e situações. São os vis personagens dados à uma cegueira típica que lhes garante o poder a qualquer custo - muito semelhante ao que acontece com reis tiranos das histórias que conhecemos. Uma frase do livro 6 do Harry Potter ("O Enigma do Príncipe") há um trecho bom para retratar isso, na fala de Voldemort: 

 "A grandeza inspira a inveja, a inveja engendra o despeito, o despeito produz a mentira. (...)"

É baseado nisso que fomos/somos subjugados por monarcas, políticos, chefes, superiores; os vilões da vida real. 

Mas assim como em Harry Potter eu procurei um vilão mais complexo, que tivesse uma anulação momentânea de seu pleno ódio pelas circunstâncias vividas, em O Senhor dos Anéis:


Em várias circunstâncias do livro (e filmes), questionamos se Gollum/Sméagol é mal. Como Gollum ele é uma criatura ruim, que não pensa nas consequências e é capaz de matar para conseguir o que quer. Como Sméagol ele deseja ser o que era, um hobbit normal, salvo e livre de suas perturbações.
Sméagol se torna Gollum a partir de um evento: seu primo Déagol encontra um anel brilhante enquanto eles pescavam. O Anel desperta nas pessoas um certo sentimento de posse e Sméagol e Déagol brigam pela posse do objeto. Smeágol sai vitorioso, assassinando o primo.
Dali em diante ele se torna obsessivo com o Anel, foge da sua vila, e se refugia em uma caverna e aos poucos se torna Gollum, o alter ego ruim criado a partir da obsessão com o novo objeto.
Nem Freud conseguiria criar um personagem como esse. As cenas dos filmes em que o duplo discute entre si a forma de recuperar o Anel de Frodo mostra a incrível complexidade do personagem. E ele quase, pela sua dependência com o Anel, coloca tudo a perder quando o objeto está para ser jogado nas Montanhas da Perdição. No trajeto, metade das agruras que Frodo e Sam passam é provocada pelos planos malignos de Gollum.

Essas são minhas escolhas.
Abaixo estão as outras 4 tags do Desafio de filmes. Fica com vocês agora, as escolhas dos seus vilões inesquecíveis.

Abraços afáveis e bom resto de semana!

PS: Para acompanhar as outras escolhas 1, 2, 3 e 4:  Dia 1: Um filme que lembre a sua infância , Dia 2: Um filme que você considera um clássico , Dia 3: Um filme com final surpreendente e Dia 4: Um filme que te faz chorar.

Um comentário:

Ron Groo disse...

eu não tenho um grande vilão no cinema... O que seria o mais próximo disto seria o coronel Hans Landa, de Inglorious Basterds, mas... Quem odiaria aquele sacana?